X4 · Estilo regional

Catharina Sour

Catharina Sour

Uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas, possui um caráter vívido de frutas e uma acidez lática limpa. A graduação alcoólica contida, o corpo leve, a carbonatação elevada e amargor abaixo da percepção fazem com que a fruta fresca seja o destaque. A fruta não precisa ser de caráter tropical, mas, normalmente, apresenta este perfil.

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Ilustração da cor aproximada de Catharina Sour2–6 SRM

Intervalos de parâmetros

Álcool · ABV

4.0–5.5%

Amargor · IBU

2–8

Cor · SRM

2–6

Densidade inicial · OG

1.039–1.048

Densidade final · FG

1.004–1.012

Os intervalos descrevem um estilo, não uma cerveja específica. A cor é uma aproximação. A luz e o copo alteram sua aparência.

Aroma

Caráter de fruta de médio a alto, reconhecível e identificável de forma imediata. Acidez lática limpa, de intensidade baixa a média, que complementa a fruta. Malte tipicamente neutro, mas pode apresentar notas de pão e cereais em caráter de apoio. Fermentação limpa, sem caráter de levedura selvagem ou funky. Sem aroma de lúpulo. Sem álcool agressivo. Especiarias, ervas e vegetais devem complementar a fruta, se estiverem presentes.

Aparência

Coloração tipicamente bastante clara, de amarela-palha a dourada. Espuma branca de média a alta formação e média a boa retenção. A coloração da espuma e da cerveja pode ser alterada e ficar com a coloração da fruta. Pode ser de bastante límpida a turva. Efervescente.

Sabor

Sabor de fruta fresca dominante, de médio a alto, e com acidez lática limpa, de baixa a média-alta, de forma complementar, mas notável. A fruta deve ter um caráter fresco, sem parecer cozida, parecida com geleia ou artificial. O malte é normalmente ausente; se presente, pode ter um caráter baixo de cereais ou pão, mas não deve nunca competir com a fruta ou a acidez. Amargor do lúpulo abaixo do limiar de percepção. Final seco, com um retrogosto limpo, ácido e frutado. Sem sabor de lúpulo, notas acéticas, diacetil, ou sabores funky, oriundos de Brettanomyces. Especiarias, ervas e vegetais são opcionais e em caráter complementar à fruta.

Sensação na boca

Corpo de baixo a médio-baixo. Carbonatação de média a alta. Sem aquecimento alcoólico. Acidez de baixa a média-baixa, sem ser agressivamente ácida ou adstringente.

Comentários

Melhor consumido fresco. A acidez pode fazer com que a cerveja pareça mais seca e mais leve do que a densidade final pode sugerir. As cervejas Berliner Weisse com frutas são cobertas pela Cerveja com frutas.

História

Os exemplos individuais existiam com nomes diferentes, anteriormente, no Brasil, mas o estilo se tornou popular com esse nome depois que foi definido formalmente, em 2015, durante uma reunião entre cervejeiros profissionais e caseiros em Santa Catarina. Utilizando ingredientes locais, adequado para um clima quente, o estilo se espalhou para outros estados do Brasil e além, sendo um estilo muito popular na América do Sul – tanto em competições comerciais como caseiras.

Ingredientes característicos

Malte Pilsen com malte de trigo ou trigo não maltado. A técnica de Kettle Sour com o uso de Lactobacillus é a mais comum de ser utilizada, seguida por uma fermentação com uma levedura ale neutra. A fruta é tipicamente adicionada nos estágios finais da fermentação. Frutas da estação, frescas, comumente tropicais. Especiarias, ervas e vegetais são opcionais, mas devem sempre estar em caráter de apoio e elevar a percepção da fruta.

Comparação de estilos

Como um Berliner Weisse mais forte, mas com frutas frescas e sem Brett. Menos ácido que Lambic e Gueuze e sem caráter Brett. Cervejas semelhantes também podem se enquadrar na descrição mais ampla de Cerveja selvagem de especialidade.